Relatório Final

Análise das propriedades da Opinião Pública coletadas em nosso blog:

A)    Direção: Ao analisar o conjunto das opiniões individuais, entendemos que o blog está seguindo na mesma direção para todos, pois existe interesse em saber mais sobre o assunto tratado e concordância com o desconhecimento apresentado. Sendo todos os nossos leitores estão de acordo com a maneira em que o assunto está sendo tratado.

B)    Distribuição: No nosso blog podemos observar que opinião pública seguiu a mesma distribuição. Por se tratar de um assunto que poucos têm conhecimento, as pessoas que comentaram estavam em um mesmo grupo, ou seja, todos estão em consenso. Não teve conflito de opiniões.

C)    Intensidade: Podemos afirmar que a opinião pública em nosso blog é intensa, pois todos concordam com o desconhecimento da religião no Ocidente.

D)    Coerência: Observamos a coerência na movimentação da opinião pública do nosso blog, porque apesar do fato de as pessoas seguirem outras religiões, houve concordância com o desconhecimento e o descaso do islamismo no Ocidente. Ou seja, mesmo a argumentação é convincente.

E)     Latência: Acreditamos que conseguimos a latência em nosso blog, pois o Islamismo não é um assunto factual, que tenha interesse público logo de cara. Mas ao apontar os fatos para os leitores, podemos observar que a “hibernação” de tal tema passou para a “ativação”, por que conseguimos fazer com que os leitores se sentissem atraídos e envolvidos por um assunto pouco comentado.

O tema explorado pela nossa equipe (Islamismo no Ocidente) foi escolhido porque não conhecíamos muitos aspectos relativos a este assunto e queríamos nos informar e conhecer melhor esta religião e, a partir disso, realizar uma análise da opinião pública com base no tema de origem do nosso trabalho.

Durante os três meses em que o blog está disponível, percebemos que não éramos os únicos que não tinham conhecimento mais aprofundado sobre este assunto, pois a direção da opinião pública é visivelmente modelada por um desconhecimento que gera um preconceito sobre uma cultura diferente. Desta forma, esperávamos diferentes opiniões dos leitores, mas no lugar disto, foi observada uma unanimidade sobre o assunto, gerada pela falta de conhecimento específico sobre o tema.

Também percebemos em nosso blog, que ao se posicionar sobre tal tema, houve comum aceitação do público ao fato de que o Ocidente pouco sabe sobre este assunto, e isto acaba desencadeando preconceitos que são passados através das gerações. Não observamos em nenhum momento qualquer tipo de rejeição sobre aquilo que apresentamos como os principais pontos para tal descriminação com a cultura islâmica, por este motivo, concluímos que a intensidade da opinião pública foi forte e única, pela mesma visão inicial das pessoas sobre o islamismo.

Alguns comentários abriram discussões e divulgaram ideias, enquanto outros apenas concordaram e elogiaram nossas postagens. Isso mostra que as pessoas não possuem base para apresentar uma argumentação contrária ao tema que foi abordado por nós, pois mesmo quando o comentário era mais rico em informações e certa análise, nossas mensagens não foram confrontadas.

Esta falta de argumentações contrárias na construção da opinião pública tem origem na deficiência do conhecimento aprofundado sobre as religiões que são menos difundidas no Ocidente, apesar de o islamismo ser, atualmente, a segunda maior religião do mundo.

E ficou claro pelos comentários, que o preconceito se origina exclusivamente da falta de conhecimento, e que muitas pessoas têm curiosidade sobre esse assunto e gostaria de ter um conhecimento maior sobre o Islamismo, tendo em vista que produções que retratam esse assunto (Ex: Novela “O Clone”) tiveram grande sucesso por aqui.

Com isso acreditamos que conseguimos atingir o objeto para com que o blog foi criado que era a movimentação da opinião pública, pois como já foi dito logo acima apesar da falta de conhecimento das pessoas sobre o tema e por não se algo factual, ainda sim elas demonstraram ter interesse sobre o determinado assunto.

Resumo do Blog:

Data de criação: 28/03/2011

Quantidade de acessos: 435

Número de Postagens: 5

Quantidade de comentários: 21

 


Palavras erradas evidenciam o preconceito.

O preconceito  não passa de um conceito criado  para “rotular” algo, sem antes de saber o que aquilo realmente é. Para exemplificar o preconceito existente com a religião Islâmica, vamos citar algumas formas erradas  que designamos aspectos dessa religião.

Como sabemos o Islamismo é a religião. Islâmico, portanto é o adjetivo que se dá a lugares, coisas etc, como exemplo: mesquita Islâmica (foto). Os fiéis da religião são chamados muçulmanos.  Uma mesquita é um local de culto para os seguidores do islã. Os muçulmanos frequentemente referem-se à mesquita utilizando o seu nome em árabe, masjid (plural: masajid). A palavra masjid significa templo ou local de culto e deriva da raiz árabe sajada (raiz s-j-d, “prostrar-se”, em alusão às prostrações realizadas durante as orações islâmicas). A palavra mesquita é usada para se referir a todos os tipos de edifícios dedicados ao culto muçulmano, embora em árabe seja feita uma distinção entre a mesquitas de dimensões menores e as mesquita de maior dimensão, que possuem estruturas sociais. Estas últimas são denominadas como “masjid jami”.

Árabe não tem nada a ver com religião, é uma etnia e também uma língua. Apesar de muitos países Árabes terem grande parte de sua população muçulmana, não significa que todos os muçulmanos são árabes ou que todo país árabe tem maioria muçulmana.  Sendo assim, muitos confundem o mundo islâmico (ou muçulmano – religião) e mundo árabe (etnia).


Preconceito

Mesmo com a facilidade de obter informações que temos hoje, muitas pessoas ainda deixam de conhecer outras culturas, como a islâmica. Desta forma, acabam aderindo a conceitos prontos, formados por sociedades anteriores. Um bom exemplo disso é o caso ocorrido na França recentemente, em que foi proibido o uso da burca.

Se realmente houvesse o conhecimento da cultura islâmica, não haveria motivos para tal proibição. Mas a sociedade européia, desde seus primórdios, tem um conceito sobre o islamismo, formado pela igreja católica e passado de geração em geração, dando origem a esse pré-conceito cultural existente até hoje.

Esta visão ocidental distorcida e generalizada sobre o islamismo se origina a partir da mídia. Entre os exemplos mais famosos estão os atentados atribuídos à Al Qaeda (organização fundamentalista islâmica internacional), sendo mais conhecidos os ataques de 11 de setembro de 2001. Segundo Michael Sheuer, um ex-analista da CIA sobre terrorismo, os guerreiros islâmicos lutam contra a América. Com este tipo de veiculação na mídia, muitas pessoas acham que os muçulmanos são homens-bomba e terroristas.

Além do preconceito, observamos também o descaso com esta cultura, tendo como exemplo a morte de Bin Laden. Autoridades norte-americanas alegam que respeitaram os rituais islâmicos ao sepultar o corpo do líder da Al Qaeda no mar. No entanto, a afirmação é rejeitada, segundo o xeique saudita Abdul Mohsen Al-Obaikan, na maneira islâmica a pessoa é sepultada em terra. Portanto, o sepultamento desrespeitou o Alcorão, tornando assim uma atitude anti-islâmica.


A repercussão

A religião islâmica vem ganhando força e expansão, o Brasil é o segundo maior país islâmico das Américas, com 1,5 milhões de seguidores. No inicio da década, o Censo dizia que eram 27 mil entidades ligadas ao islã, hoje calculam que são mais de um milhão e meio. Segundo dados da União das Entidades Islâmicas, em 2006 havia apenas seis em toda região do estado de São Paulo, em 2010 temos 27, e 11 delas estão localizadas na Capital. Esses dados mostram como a religião vem tomando espaço dentro de outras culturas que são opostas à sua,   muitas vezes deixando uma má impressão para quem não entende os costumes muçulmanos. É essa visão errônea e preconceituosa que eles querem que mude, para isso contam com a exposição positiva que a mídia pode fazer, mostrando como eles vivem, o que fazem. Além disso, os mais interessados podem tirar suas dúvidas sobre a religião diretamente nos centros islâmicos, pois para julgar temos que conhecer.

Abaixo uma reportagem que a Rede Gazeta fez sobre a religião:


Entendendo

A religião islâmica foi fundada  no inicio do século VII,  pelo profeta Maomé na região da Arábia. No entanto nem todos os muçulmanos são árabes, a maior comunidade islâmica do mundo vive na Indonésia.

Islã é um termo ligado a outra palavra árabe, “Salam”, que significa Paz,  já  a palavra Islã significa “rendição” ou “submissão” se refere a obrigação do muçulmano a seguir a vontade de Deus.

O processo de conversão é extremamente simples, sendo um dos motivos para a rápida expansão da religião. Para se tornar muçulmano é preciso proferir, em  árabe e diante de uma testemunha,  que “não há divindade além de Deus, e Mohammad é o Mensageiro de Deus”. A religião muçulmana é de paz e tolerância, ao contrário do que muitos imaginam, apenas a minoria dentre 1,3 bilhão são radicais.

A interpretação radical da lei islâmica, a Sharia, por muitas vezes coloca a mulher a sofrer opressões, mas a religião muçulmana não determina qualquer tipo de discriminação grave contra elas.

 

Fonte: Veja.com


Islamismo

O Islamismo é interpretado de várias formas, muitas delas errôneas e preconceituosas, principalmente por aqueles que vivem no Ocidente. Tendo uma visão tão superficial sobre essa religião, acabamos não conhecendo a verdadeira essência dela e o que de fato ela realmente representa na vida das pessoas que a seguem.

Para exemplificar tamanho desconhecimento da religião boa parte da população ocidental generaliza o Islamismo e uma dessas formas de generalização é na crença de que todos os muçulmanos são árabes, enquanto apenas 18%  realmente vivem no oriente médio, cerca de 30% se encontram no subcontinente indiano, 20%  na África, 17% no sudeste da Ásia e 10% na Rússia e na China. Porém este não é o único e nem o mais grave erro relacionado aos muçulmanos, muitos acreditam que a mulher vive de forma submissa.

O hijab é o conjunto de vestimentas recomendado pela doutrina islã. Nela o hijab é o vestuário que permite a privacidade, a modéstia e a moralidade, ou ainda “o véu que separa o homem de Deus”. O termo “hijab” é, por vezes, utilizado especificamente em referência às roupas femininas tradicionais do Islã, ou ao próprio véu, mais conhecido como ‘’véu islâmico’’. Ele é utilizado também pela maioria das muçulmanas que vivem em países ocidentais. A depender da escola de pensamento islâmica, o hijab pode se traduzir na obrigatoriedade do uso da burca, que é o caso do Talibã afegão, até apenas uma advertência para o uso do véu, como ocorre na Turquia. Na atualidade, o hijab é obrigatório na Arábia Saudita e na República Islâmica do Irã, além de governos regionais noutros países, como na província indonésia de Achém. Significa em árabe “cobertura”. A palavra vem de “cobrir, proteger”. Porém, apesar de obrigatório em alguns lugares é um absurdo pensar que ele simbolizada a desigualdade sexual e submissão das mulheres, o que muitas pessoas têm essa imagem por ter como fonte de conhecimento meios de comunicação ocidentais.  O uso ou não do hijab pouco preocupa muçulmanos de certas correntes. Muitas mulheres não usam o véu sequer para a celebração religiosa de sexta-feira, o dia sagrado dos muçulmanos. Elas contam que usar ou não usar o véu é uma questão pessoal, e que o mais importante não é usar ou não usar, mas o motivo que leva a mulher a querê-lo.

A religião islâmica, de modo geral está ligada a uma ideia de opressão contra a mulher sendo esta considerada um objeto e um subgênero. Em nosso blog, trataremos esclareceremos essas questões do espaço da mulher dentro do Islamismo, mostrando a fundo os seus direitos e deveres dentro da religião.  Preparados para uma viagem espiritual?